CLECÍ E CHRISTIAN | CHAPA 2
É tempo de construir o futuro do SEPT
Natural de Itapiranga, município do extremo Oeste catarinense, a professora Clecí Körbes mudou-se para a região de Curitiba aos 19 anos com o sonho de estudar na Universidade Federal do Paraná (UFPR). Sonho que se concretizou a partir da persistência, do compromisso com a educação e superação de desafios. Atualmente tem 46 anos, e 23 anos de experiência como professora, sendo 9 anos na Educação Básica e 14 anos no Ensino Superior, dos quais 12 anos no SEPT.
Com uma trajetória marcada pelo compromisso com o ensino, a pesquisa, a extensão e a gestão universitária, Clecí coloca sua experiência a serviço de um novo projeto para o SEPT. Sua candidatura à direção do Setor de Educação Profissional e Tecnológica da UFPR nasce da certeza de que o Setor pode crescer ainda mais, fortalecendo sua identidade, ampliando oportunidades e valorizando as pessoas que fazem parte dessa história. Com espírito colaborativo, capacidade de diálogo e profundo compromisso com a educação pública, acredita que este é o momento de construir, coletivamente, um SEPT cada vez mais democrático, inovador, acolhedor e reconhecido por sua excelência.

O sonho de ingressar em uma universidade pública
Filha de pequenos agricultores, Clecí realizou toda a sua escolaridade em escolas públicas. Participou ativamente dos movimentos estudantis no Ensino Fundamental e Médio. Aos 14 anos deixou a casa dos pais e mudou-se para a sede do município a fim de cursar o sonhado Magistério. Trabalhou como doméstica para ter estadia incluída.
Após a conclusão do Ensino Médio, atuou com professora em regime temporário e diante da falta de perspectivas para a continuidade dos estudos e inserção profissional, buscou alternativas junto a pessoas conhecidas que moravam nas capitais do Sul do Brasil, vindo a morar em Piraquara, tendo que continuar a trabalhar nos primeiros anos em trabalhos domésticos.
Em 2001, aos 21 anos, iniciou o curso de Pedagogia na Universidade Federal do Paraná (UFPR). Logo alcançou emprego de professora em escola particular e logrou aprovação em concursos públicos. Trabalhou como professora na Rede Municipal de Educação de Piraquara, onde permaneceu por seis anos, dos quais dois anos como coordenadora pedagógica na Secretaria Municipal de Educação.

Após concluir o curso de Pedagogia, ingressou como pedagoga na Rede Estadual de Educação do Paraná, onde atuou por pouco mais de quatro anos. Conciliou os trabalhos nas redes municipal e estadual com o curso de especialização em Gestão Democrática da Escola Pública e com o Mestrado em Educação na UFPR, concluído em agosto de 2008.
Quando ingressou no doutorado em Tecnologia, área de concentração Tecnologia e Sociedade, na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), com bolsa de estudos, optou por dedicar-se exclusivamente ao curso nos dois primeiros anos. Teve a oportunidade de realizar doutorado-sanduíche na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), no Departamento de Política Científica e Tecnológica (DPCT), e aproveitou para conhecer as atividades do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor), já que desenvolvia pesquisas sobre comunicação científica em tecnologias emergentes.

Ao longo do mestrado e doutorado cursou disciplinas com abordagens sobre a Educação Profissional e Tecnológica. Participou de grupos e redes de pesquisa nacionais e internacionais – da Rede Latinoamericana de Nanotecnologia e Sociedade (ReLANS), do Grupo de Estudos e Pesquisas em Trabalho, Educação e Tecnologia (GETET) e da Associação Brasileira de Estudos Sociais das Ciências e das Tecnologias (ESOCITE.BR) – e de inúmeros eventos científicos.
Conciliou a pós-graduação stricto sensu com a sua segunda graduação, Administração, na modalidade a distância, na UFPR. Essa experiência propiciou o conhecimento das potencialidades e dificuldades da educação a distância a partir da perspectiva estudantil. Foi graças a essa segunda formação que pode prestar concurso para a vaga de professora de Gestão Pública no SEPT, anos depois.

Após a conclusão desse curso, nos dois últimos anos do doutorado, atuou como professora substituta no Setor de Educação da UFPR, no Departamento de Planejamento e Administração Escolar (DEPLAE), onde contribuiu em diversos projetos de extensão.
O dia da defesa da sua tese de doutorado, 22 de março de 2013, coincidiu com o fim do seu contrato de professora substituta. Começou então a atuar em projetos financiados pelo Ministério da Educação (MEC) junto à UFPR, sob administração financeira da Funpar. Participou da equipe constituída a pedido do MEC para a Avaliação da Implementação do programa Ensino Médio Inovador no Brasil (2011-2014), nas primeiras 2006 escolas das diferentes regiões que aderiram ao programa, que resultou em um relatório de avaliação de política pública, inclusive com considerações/recomendações à continuidade da sua implementação.



Curitiba/PR, 2013
Envolveu-se no planejamento, na organização e na implementação da Formação Continuada de Professores do Ensino Médio – 1a etapa, uma das ações do Pacto Nacional pelo Fortalecimento do Ensino Médio. Atuou como coordenadora adjunta dessa formação na UFPR no Observatório do Ensino Médio, que esteve responsável pela coordenação da produção dos materiais didático-pedagógicos e pela realização dos Seminários Nacionais destinados ao acompanhamento das ações do Pacto. Além disso, atuou como professora formadora, pois a UFPR colaborou com as Instituições de Ensino Superior do Paraná nas atividades do Pacto no estado.
Integrou a equipe paranaense do projeto de extensão PROINFO – Diálogos com o Ensino Médio / Portal Ensino Médio EMdiálogo, desenvolvido por uma rede de universidades parceiras (UFF, UFMG, UFC, UFPA, UFAM, UFSM, UnB, UFSCar e UFPR), que promoveu a interlocução entre os sujeitos diretamente envolvidos com o Ensino Médio, de modo a possibilitar uma maior articulação entre os(as) estudantes, a comunidade escolar, a comunidade acadêmica e os agentes envolvidos na formulação de políticas públicas.
No contexto desse projeto, participou do curso Juventude Brasileira e Ensino Médio Inovador e de ações do Portal EMDiálogo, destinado a estimular a escuta e participação dos(as) jovens estudantes nas escolas.
No segundo semestre de 2013 passou em processo seletivo para bolsa de pós-doutorado junto ao Programa de Pós-Graduação em Educação, na linha de pesquisa Políticas Educacionais, da UFPR. Acompanhou a criação da Rede Nacional EMPesquisa – rede interinstitucional de grupos de pesquisa sobre Ensino Médio e, de forma articulada ao EMPesquisa, do Movimento Nacional em Defesa do Ensino Médio. Este último foi composto por diversas entidades de representação do meio acadêmico e científico e outras representações da área de educação, contrárias ao Projeto de Lei no 6.840/2013, que propunha reformulação profunda no Ensino Médio.

Clecí, a professora do SEPT: graduação e pós-graduação
Em julho de 2014, após concurso público, assumiu a vaga como professora de Ensino Básico, Técnico e Tecnológico no SEPT, na área de Gestão Pública, atribuindo sentido à sua trajetória de formação e atuação profissional, como escreveu em capítulo de livro comemorativo aos 25 anos do Programa de Pós-Graduação em Tecnologia e Sociedade da UTFPR.
Prosseguiu o pós-doutorado na condição de não bolsista, concluindo-o em junho de 2016, em sessão pública de apresentação dos resultados.
Desde seu ingresso no SEPT, Clecí atua no curso de Gestão Pública, em disciplinas que articulam suas diversas formações. Participou amplamente das duas reformulações curriculares, contribuindo de forma significativa com o aprimoramento do curso. Desempenhou a função de Coordenadora de Curso por quatro anos, e mais dois anos a função de vice-coordenadora. Atuou em todas as comissões do curso e em diversas comissões setoriais, com destaque para o Núcleo Docente Estruturante, a Comissão de Orientação Acadêmica, o Comitê Setorial de Extensão e de Pesquisa. Orientou estudantes em projetos de iniciação científica, extensão, monitoria, voluntariado acadêmico e estágio não-
obrigatório.
Criou e coordena o grupo de pesquisa Gestão de Políticas Públicas. Atua como professora permanente no Programa de Pós-Graduação em Educação, na linha de Políticas Educacionais. É coordenadora adjunta do Observatório do Ensino Médio, orientando estudantes de iniciação científica e mestrado. Participa da Rede Nacional EMPesquisa, é associada da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (ANPEd) e da Asociación Latinoamericana de Investigación en Educación (ALIE).
Ao longo de sua trajetória acadêmica, conciliou as atividades de pesquisa, extensão, ensino e gestão.

Desde 2023 coordena o projeto de extensão Laboratório de Políticas de Educação Profissional e Tecnológica (Lab EPT), em que busca contribuir com a formação continuada e com a análise e construção de alternativas para os desafios enfrentados pelo Setor.
Nesse projeto já foram produzidos lindos trabalhos coletivos, como a cartilha “Uma escola para os filhos dos outros: breve história da educação profissional no Brasil”, e o documentário “Uma escola para os filhos dos outros? A educação profissional no Brasil: a história, a atualidade e suas contradições”, locado no SEPT, ambos produzidos em conjunto com o Observatório do Ensino Médio com recursos do Fundo de Desenvolvimento Acadêmico (FDA).
Em 2025, junto com a professora Aline Mendonça Fraga, em disciplinas com atividades curriculares de extensão, desenvolveu o evento “Trabalho e Educação: diálogos possíveis para o futuro da juventude brasileira”, que consistiu em ações com os(as) estudantes do Colégio Estadual Hasdrubal Bellegard, na escola e na universidade, numa experiência formativa muito rica para todos(as) os(as) envolvidos(as).

Em suas pesquisas, acompanhou o processo de reforma do Ensino Médio, que tem impulsionado uma reforma na Educação Profissional e Tecnológica. Também participou de movimentos pela revogação da reforma do Ensino Médio instituída pela Lei no 13.415/2017, como o Coletivo em Defesa do Ensino Médio de Qualidade, cujos documentos estão disponíveis no Portal da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, e na coluna do Coletivo na revista Carta Capital.
Nessas atividades todas, uma referência não se perde: Clecí é professora do SEPT e ama isso!
Link para Currículo Lattes Clecí Körbes

Mãe, esposa e amiga: “Quem sabe faz a hora, não espera acontecer“.
Clecí é casada com Marcos Paulo Fuck, professor do Departamento de Economia e atual coordenador do Programa de Pós-Graduação em Políticas Públicas da Universidade Federal do Paraná. Com ele compartilha todos os cuidados com o filho Mateus Paulo, de 11 anos, com a filha Alice, de 7 anos, e a pet Duda, cachorrinha da raça Spitz Alemão, de porte pequeno, que completa a alegria do lar.
Clecí valoriza o autoconhecimento, a rotina de vida saudável e a sensibilização com a condição humana de (in)finitude da vida, ou seja, de que a vida é finita ao mesmo tempo que é infinita a marca que deixamos na vida das pessoas que conosco convivem. Desde sempre muito focada no trabalho, valoriza os momentos de lazer e o convívio com os familiares e amigos(as), em busca de equilíbrio entre as várias dimensões da existência. Deseja levar todo esse sentido de humanidade para uma gestão que reconheça e valorize as potencialidades individuais, bem como que seja permeada pela sensibilidade, cuidado e respeito com as pessoas na sua integralidade.
Nas horas livres, Clecí gosta de cultivar a família e as amizades que fez ao longo da sua caminhada em diversos espaços de convivência, praticar atividades físicas, sobretudo aeróbicas, frequentar espaços culturais, assistir filmes, séries, ouvir músicas, ler livros e preparar refeições saborosas e saudáveis.
Com proatividade, perfil colaborativo, capacidade de multitarefas, elevada criatividade e planejamento para a resolução de problemas, Clecí tem muito a contribuir para a projeção do SEPT como referência na sua área de atuação. Encontrou sentido em se candidatar à direção do Setor, pois como diz o refrão da música “Pra não dizer que não falei das flores”, de Geraldo Vandré, “Quem sabe faz a hora, não espera acontecer”. É tempo de movimento e renovação.

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CLECÍ E CHRISTIAN | CHAPA 2
O TEMPO NÃO PARA | MOVIMENTO E RENOVAÇÃO
Eleição para direção do Setor de Educação Profissional e Tecnológica da UFPR.